“Curado de tumor maligno” - O testemunho de António Ferreira, residente em Vila Franca de Xira

Na sua juventude António enfrentou uma doença repentina, mas, no meio de tudo, experimentou o poder de Deus. (N. da R.)
Com a idade de 12 anos entrei pela primeira vez numa Igreja Evangélica (Assembleia de Deus em Vila Franca de Xira). Depois de aceitar o Senhor como único e suficiente salvador da minha vida, fui baptizado nas águas começando, assim, uma nova vida.
Com 27 anos comecei a sentir cansaço muscular. Não dei importância, até que num dia perdi a força nas mãos, comecei a ter dificuldade em respirar, falar, mastigar e beber água. Foi neste momento que senti que algo de errado se passava comigo. Fui ao médico de clínica geral que me enviou para um neurologista.
O médico fez o diagnóstico e disse-me: “Tens Miastenia generalizada pseudoparalítica, doença neuro-muscular, é para toda a vida, mas tem um único tratamento para travar o progresso da mesma, que é fazer uma timomectomia” (extrair uma glândula que está dentro de caixa torácica).
Ao fazer a TAC toráxica detectaram um tumor maligno no timo, do tamanho de um ovo, dimensões de 4cm por 6cm.
Depois da operação no Hospital Egas Moniz, saí da sala de operações com uma bactéria que afectava as vias respiratórias e que me causou uma crise miasténica. Os meus pulmões pararam, entubaram-me e fui para os cuidados intensivos. Fiquei acamado e dependente de respiração artificial (ventilador). Estava paralisado, mas o cérebro trabalhava a 100 por cento.
Durante um mês e meio entubaram-me e desentubaram-me 4 vezes, mas os resultados eram nulos. Até que a garganta não aguentou mais, estava toda ferida. Os médicos resolveram fazer uma tractotomia (respiração pela traqueia, abrindo-lhe um buraco e colocando uma cânula). Certo dia, as enfermeiras estavam a ensinar-me a higiene da cânula e diziam-me que, provavelmente, teria de viver com esta situação. Não suportando, dei um grito rouco com o resto que sobrou da voz – “Nãaaao!”
Neste “vale da sombra da morte”, tive momentos de angústia e pavor, chegando ao ponto me desprender da vida. Disse a Deus: “Leva-me para Ti, não quero viver mais...” Miraculosamente, a partir daí comecei a melhorar progressivamente, passando para a enfermaria. Fiz radioterapia (cerca de 30 sessões) e saí do hospital passado algum tempo.
Tudo isto se passou no ano 2000, já lá vão 9 anos. Os médicos que me seguiram, declararam-me clinicamente curado do tumor maligno. Depois de tantos tratamentos, radioterapia, cortisona, pensava que não poderia ter filhos. Em 2003 conheci aquela que viria a ser minha mulher. Hoje, sou pai de duas lindas meninas gémeas, sou feliz e bem casado! Tenho mais saúde que antes de entrar no hospital. Contudo, de entre todos, o maior milagre foi Deus ter salvado a minha vida da condenação eterna e colocar-me na posição de Seu filho.
António Ferreira
Vila Franca de Xira
Novas de Alegria, Março 2009



